
Tiahuanaco
BOLÍVIA
Localizado no altiplano boliviano, a 21km de distância do lago Titicaca e 70km de La Paz, capital da Bolívia, Tiahuanaco ou Tiwanaku é um dos mais importantes sítios arqueológicos da Bolívia, América do Sul e também do planeta. Abriga restos de uma grandiosa e misteriosa civilização que o construiu milhares de anos atrás. Outros povos posteriores também ocuparam o lugar, ficando conhecidos inclusive como os construtores dessa magnífica cidade, o que discordamos prontamente, principalmente por conta do fato de que os moradores da região, incluindo de zonas mais distantes, como no próprio lago Titicaca ou cidades ao redor, consideram a civilização atlante como construtores de muitos de seus sítios arqueológicos. É surpreendente como isso é um fato normal para muitos bolivianos dessa região. O engenheiro e arqueólogo austríaco Arthur Posnansky, que morou em La Paz, afirmou por décadas que o local tinha entre 11 mil e 17 mil anos.
Ao chegar nas imponentes ruínas dessa cidade, percebemos prontamente a sofisticação e complexidade de suas construções, o que rapidamente nos leva a duvidar que foi construída em aproximadamente 400 a. C, datação mais aceita pela "arqueologia oficial". É composta por diversas esculturas/obeliscos megalíticas, pirâmides, templos – incluindo um templo semi subterrâneo – com uma engenharia totalmente baseada no número 7, o número ligado à perfeição do universo. É o local onde se encontra também a famosa Porta do Sol, misticamente dita por muitos como uma passagem física de um portal. Falarei sobre isso mais adiante. Ali também se encontra outro famoso sítio arqueológico, Puma Punku, que receberá seu próprio artigo.

Museu cerâmico

Famosos "H" de Puma Punku - ao lado de Tiahuanaco
Tiahuanaco está situada em uma planície cercada por montanhas, construída no centro dessa planície. Nitidamente é uma zona de influência energética muito intensa, não estando ali por acaso. Quem a construiu sabia muito bem disso. Segundo as tradições orais dessa região boliviana, a cidade teria sido construída por "deuses" ou sacerdotes de elevada consciência de uma civilização extremamente avançada existente há mais de 11 mil anos atrás, em apenas 1 noite. Considerando o fato já mencionado acima dos moradores locais tratarem a existência e presença de atlantes na região como algo normal parto do princípio que Tiahuanaco teria conexão com a civilização de Atlântida, o que confirmaria o fato de ter sido construída há mais de 11 mil anos. Também está relacionada por alguns estudiosos, como o pesquisador e contatado uruguaio Eduardo Viglioni, que essa cidade foi construída para os nossos tempos atuais e estaria relacionada com a volta de Cristo, o que pode ser relacionado com a ativação da Rede de Energia Crística da Terra, mencionada pelos Guias Extraterrestres e Intraterrenos, assim como outros pesquisadores, como Adnir Ramos aqui no Brasil, JJ Hurtak e Drunvalo Melkisedek.
O local onde foi construída é um vórtice energético onde diversos planos dimensionais se cruzam e interagem entre si. É como se fossem várias cidades em uma só. Seus antigos habitantes e construtores detinham o domínio da técnica para poderem interagir com tais dimensões paralelas. Para isso construíram templos específicos para tal função, ergueram monólitos canalizadores de energia nos locais corretos e um processador e condensador de tais energias: a Pirâmide de Akapana. Também fizeram as "portas de passagem", a Porta do Sol já mencionada, e que na realidade eram em um total de 7 portas. Cada porta possuía um destino, um local de conexão no universo, cada local representando um objetivo de aprendizado e intercâmbio de informações distintas para aquele que a cruzasse. Assim, de acordo com seu calendário astrológico sabiam qual porta cruzar e quando. Para tanto, tal conhecimento era disponibilizado pelos sacerdotes somente àqueles que compreendiam estarem preparados. O destino de cada porta foi programado pelos seus criadores através de mantras, ou seja, frequência sonora. Assim programaram as 7 Portas do Sol.

Porta do Sol - com 49 figuras de sua principal divindade, Wiracocha, entalhadas na parte de cima

Ruínas da pirâmide de Akapana - 7 degraus na escadaria

Entrada do sítio arqueológico
Construída por seres de elevada ética e consciência, Tiahuanaco foi um grande centro de desenvolvimento da consciência do ser humano em tempos remotos, ocupada por descendentes de um continente já perdido no fundo de algum oceano. Sabiam que seu funcionamento se daria por ciclos e por isso deixaram todo seu conhecimento gravado nas próprias construções. O próprio processo natural de soterramento da cidade é dirigido por uma consciência suprema, o chamado espírito planetário, para que no tempo correto volte-se a resgatar todo esse conhecimento. Estima-se que apenas 10% de todo seu real tamanho tenha sido escavado até hoje, nos possibilitando acessar apenas parte do conhecimento registrado ali, não somente o conhecimento físico disponível através das ruínas, mas também o conhecimento condensado através da energia dos seus criadores. O que nos faz compreender que ainda há muito por descobrir e compreender dessa antiga cidade.
Tiahuanaco, Tihuanaco ou Tiwanaku é um local que traz muitas semelhanças com outros pontos que já visitamos. Teotihuacan no México ou Chavín de Huantar no Peru são dois desses exemplos. Além de serem locais extremamente antigos, de acordo com as informações obtidas com os Guias Extraterrestres e corroboradas por moradores locais, também são ruínas muito mais antigas que a datação oficial nos conta, além de possuírem o sufixo "hua" ou "huan" no nome, indicando uma possível correlação nas suas origens. O assentamento lemuriano que existiu na Serra da Portaria, em Paraúna-GO, recebeu o nome de Huanec-Aimará, segundo os guias intraterrenos desse Retiro, também contendo huan no seu nome. O próprio império de Tiahuanaco foi conhecido por Tawantinsuyo (Tahuantinsuyo). São todos locais envoltos por muitos mistérios, que vão desde quem os construiu, quando e por que ou para que. Estive em Tiahuanaco por 2 vezes no ano de 2022 e em Teotihuacan em 2024 e é incrível as semelhanças desses locais. Nada foi construído por acaso, com seus monumentos sempre se relacionando com seus deuses ou com pontos da galáxia. São construções perfeitas, muitas vezes "reformadas" por povos mais recentes, o que nos faz pensar que estes últimos ocupantes foram seus construtores.

Uma outra curiosidade de Tiahuanaco são as cabeças do Templo Semi-subterrâneo. São em torno de 175 cabeças de pedra. Uma teoria é de que representam as diversas etnias que formavam o império de Tiahuanaco. Outra é de que eram todas as raças que viviam no planeta quando a cidade foi criada. São compostas pelos mais variados formatos, incluindo uma cabeça semelhante às descrições modernas dos extraterrestres denominados de Greys, ou "cinzentos" em português. Os monólitos que compõem o sítio arqueológico também fazem parte dos seus mistérios ou segredos. O que querem dizer? Por que estão onde estão?
Um dos monólitos mais impressionantes ou talvez o mais impressionante é o monólito de Bennett. Foi descoberto por Wendell Bennett em 1932 durante escavações perto do Templo Semi-subterrâneo. É importante mencionar que hoje está no Museu Regional de Tiwanaku, ao lado do sítio arqueológico. São 7.30m de altura, pesando em torno de 20 toneladas, com detalhes esculpidos em todas as faces. Alguns dos elementos mais intrigantes dessa escultura são as mãos com os polegares levantados e os olhos lacrimejantes - detalhes que geram muitas interpretações. Uma delas é que representa uma divindade ligada à Pachamama (espírito da Terra). Outros defendem que é a imagem de um líder político e espiritual, simbolizando a conexão entre o mundo humano e o divino. Há ainda outras teorias envoltas dessa magnífica escultura assim como lendas.

Cabeças representando as etnias ou raças que viviam na Terra

Templo Semi subterrâneo

Cabeça que lembra o famoso extraterrestre "Grey" ou "cinzento"
Uma história local diz respeito há uma tempestade que caiu sobre o povoado de Tiahuanaco assim como no sítio arqueológico quando o monólito de Bennett foi removido do seu ponto original para ser levado a um museu em La Paz. Os aimarás, povo local, dizem que os monólitos estão colocados propositalmente em seus locais, que seriam huacas (wakas), vórtices de energia da Terra. São como uma espécie de acupuntura do planeta, organizando o fluxo de energia da região onde estão, no caso a cidade de Tiahuanaco. Quando um huanca (monólito, pedra, ou outro artefato que demarca uma huaca, o vórtice) é removido ou transladado de lugar afeta todo o fluxo de energia daquela zona. E segundo um morador local, o governo boliviano foi avisado para não remover tal monólito dali, pois poderia causar um desastre natural, já que fazia parte da organização energética de Tiahuanaco. Fato é que monólitos como o de Bennett são facilmente encontrados nos sítios arqueológicos e ruínas por todo o planeta, em especial na América do Sul. Em Tiahuanaco outros ainda se destacam, como os monólitos Ponce e Fraile.
Após visitar essa tão impressionante obra de arte chamada de Tiwanaku, com uma arquitetura extremamente complexa e bela, cheia de significados e lendas, é difícil aceitar a teoria oficial de que foi construída há aproximadamente 2400 anos. Na Ilha do Sol no lago Titicaca e em Ollantaytambo no Peru não foi difícil encontrar moradores contando histórias sobre suas origens onde as ruínas locais, ditas oficialmente como obras recentes de povos como Incas, por exemplo, seriam na verdade resquícios atlantes ou obras de muitos milênios antes da versão oficial. Acredito que precisamos olhar para a nossa história com mais carinho, refletindo sobre toda versão que nos é oficialmente contada, sobre como surgiu tal narrativa e se há algum motivo por trás dela. Acredito também que o continente onde vivemos tem uma história muito mais rica do que aquela que aprendemos, independentemente se há atlantes, lemurianos, extraterrestres ou alguma outra civilização lendária envolvidos. Nossa história sulamericana não começou há apenas 2 ou 3 mil anos atrás. Estamos aqui há muito mais tempo e chegou a hora de reencontrar nossa história perdida.
De toda forma, independentemente de quem e quando a construiu, a enigmática cidade de Tiahuanaco é um dos mais fascinantes mistérios da nossa América do Sul.
Renê Castilho – 08/2025

Monólito de Bennett

No idioma quéchua os monólitos também são conhecidos como huancas / wankas

Monólito Ponce

Monólito Fraile